Entre a batida seca na bola e o estufar das redes, poucos segundos. Tempo suficiente, apenas, para o torcedor se preparar para festejar mais um gol de Quarentinha. Afinal, quando o pé esquerdo do maior artilheiro da história do Botafogo pegava de jeito na bola, o desfecho do lance era inevitável: trabalho, na certa, para o garoto do placar.Waldir Lebrego, um paraense que acabou vindo parar no Rio de Janeiro, empurrado por sua potente canhota, integrou um dos mais talentosos elencos da história do futebol. Ao lado (e ao lado, aqui, quer dizer tão competente quanto) de mestres como Didi, Nilton Santos e Garrincha, colocou o Botafogo entre os maiores clubes do mundo.
Foram 313 gols em menos de 450 partidas com o manto alvinegro. Na Seleção, uma média de quase um gol por jogo. Números tão impressionantes quanto relevantes.
Entre os torcedores que o viram jogar, não há quem não se lembre de sua principal característica, a fria reação após os gols que marcava, por mais decisivos que fossem. Mas, a desculpa que o próprio atacante usava, de que não fazia mais do que sua obrigação, pois ganhava para isso, não passava de uma forma de mascarar seu jeito tímido de ser.
Saiba mais sobre o livro em
http://colunas.globoesporte.com/memoriaec/2008/12/26/entrevista-biografo-fala-sobre-quarentinha-o-artilheiro-que-nao-sorria/
Sobre o Autor
Apesar de trabalhar há 20 anos com TV, a alma e o coração de Rafael Casé são e sempre foram em preto e branco. Marido de Fernanda e pai de Clara, que também possui genes alvinegros, é jornalista e relações públicas, formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E é na própria Uerj que dá aulas de Jornalismo. Também é editor-executivo do programa “Observatório da Imprensa”, da TV Brasil. Já escreveu outros três livros: “Programa Casé – O rádio começou aqui”; “De Homem pra Homem – Manual de Sobrevivência para Solteiros e Descasados na Cozinha” e “100 Anos Gloriosos – Almanaque do Centenário do Botafogo”, este, em parceria com o também jornalista Roberto Falcão. Mal entregou os originais desta biografia de Quarentinha, e Casé já começou a preparar outro livro – desta vez, em parceria com Paulo Marcelo Sampaio – para resgatar mais um pedaço da história do Botafogo. Mas isso você vai saber em breve.